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Osteoblastoma

O osteoblastoma é um tumor ósseo benigno, porém localmente agressivo, que representa aproximadamente 1-2% de todos os tumores ósseos primários. Acomete principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens, com maior incidência entre 10 e 30 anos de idade, e possui uma ligeira predominância no sexo masculino (proporção de 2:1 em relação ao sexo feminino). Embora benigno, seu crescimento pode causar dor intensa, destruição óssea e complicações funcionais, exigindo diagnóstico preciso e tratamento especializado. O acompanhamento com um ortopedista oncológico é fundamental para prevenir recidivas e garantir a recuperação adequada.  

Osteoma osteoide do umero tratado com radioablação.jpg

Epidemiologia

  • Incidência: Raro, correspondendo a menos de 1% dos tumores ósseos e cerca de 3-5% dos tumores ósseos benignos.  

  • Faixa etária mais afetada: Segunda e terceira décadas de vida (80% dos casos ocorrem antes dos 30 anos).  

  • Distribuição por sexo: Mais comum em homens (proporção 2:1).  

 

Localizações mais frequentes:  

  • Coluna vertebral (30-40% dos casos, principalmente vértebras lombares e sacrais).  

  • Ossos longos (fêmur, tíbia e úmero).  

  • Ossos das mãos e pés (menos comum).  

  • Relação com osteoma osteoide: O osteoblastoma é considerado uma versão "maior" (acima de 2 cm) e mais agressiva do osteoma osteoide, embora tenham características histológicas semelhantes.  

Diagnóstico do Osteoblastoma

O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de imagem e confirmação histopatológica:  

 

1. Sintomas Clínicos:  

   - Dor persistente, pior à noite e parcialmente aliviada por anti-inflamatórios.  

   - Edema local e sensibilidade à palpação.  

   - Rigidez muscular e limitação de movimento (especialmente em lesões vertebrais).  

   - Em casos avançados, pode causar fraturas patológicas ou compressão neurológica (se localizado na coluna).  

 

2. Exames de Imagem:  

   - Radiografia: Mostra uma lesão lítica expansiva (> 2 cm), com margens bem definidas e possível esclerose reacional.  

   - Tomografia Computadorizada (TC): Melhor avaliação da arquitetura óssea e extensão da lesão.  

   - Ressonância Magnética (RM): Identifica envolvimento de tecidos moles e medula óssea.  

   - Cintilografia óssea: Útil para detectar atividade metabólica aumentada.  

 

3. Biópsia:  

   - Análise histológica é essencial para diferenciar o osteoblastoma de outras lesões (ex.: osteossarcoma, osteoma osteoide, tumor de células gigantes).  

Tratamento do Osteoblastoma  

O tratamento depende da localização, tamanho e sintomas, sendo as principais abordagens:  

 

1. Cirurgia (Tratamento Padrão):  

   - Curetagem intralesional + cimento ou enxerto ósseo) para lesões em ossos longos.  

   - Ressecção em bloco (marginal ou ampla) em casos agressivos ou recidivados.  

   - Estabilização vertebral se houver risco de colapso ou compressão medular.  

 

2. Ablação por Radiofrequência (casos selecionados):  

   - Alternativa para lesões pequenas e de difícil acesso.  

 

3. Medicamentos para Dor:  

   - Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem aliviar sintomas temporariamente, mas não curam a lesão.  

Importância do Acompanhamento com Ortopedista Oncológico  

O osteoblastoma tem taxa de recidiva de 10-20%, especialmente se a ressecção for incompleta. Por isso, o acompanhamento especializado é essencial:  

 

1. Monitoramento Pós-Cirúrgico:  

   - Exames de imagem periódicos (radiografia, TC ou RM) nos primeiros 2 anos.  

   - Avaliação de possíveis recidivas ou complicações.  

 

2. Avaliação Funcional:  

   - Lesões vertebrais ou próximas a articulações podem exigir reabilitação ortopédica.  

 

3. Diagnóstico Diferencial com Tumores Malignos:  

   - Algumas formas atípicas podem mimetizar osteossarcoma, necessitando de experiência em oncologia ortopédica.  

Conclusão

O osteoblastoma, apesar de raro e benigno, pode ser localmente destrutivo, exigindo abordagem cirúrgica especializada e acompanhamento prolongado. O ortopedista oncológico é o profissional mais indicado para garantir o tratamento adequado, reduzir riscos de recidiva e preservar a função musculoesquelética.  

 

Recomendações:  

- Pacientes com dor óssea persistente, principalmente jovens, devem procurar avaliação ortopédica.  

- O diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para evitar complicações irreversíveis.

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