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Cisto ósseo simples(COS)

O cisto ósseo é uma lesão benigna que pode ocorrer no tecido ósseo, caracterizada por uma cavidade preenchida por líquido. Esta doença pode causar fragilidade óssea, dor e, em alguns casos, fraturas patológicas. O manejo adequado dessas lesões é essencial para prevenir complicações e garantir a recuperação funcional do paciente.

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Epidemiologia

O cisto ósseo simples é mais comum em crianças e adolescentes, com pico de incidência entre 5 e 15 anos. Ele afeta predominantemente ossos longos, como o úmero proximal e o fêmur proximal, e é mais frequente em meninos do que em meninas. Além disso é muito comum ser descoberto devido à uma fratura patológica.

Exames Diagnósticos

O diagnóstico do cisto ósseo é baseado em exames de imagem e avaliação clínica. Os principais métodos incluem:

1. Radiografias: Revelam uma lesão lítica (área de destruição óssea) bem definida, com margens escleróticas no caso do cisto ósseo simples. 

2. Ressonância Magnética (RM): Permite avaliar a extensão da lesão, o envolvimento de tecidos moles e a presença de septos ou níveis líquidos

3. Tomografia Computadorizada (TC): Útil para avaliar a arquitetura óssea e planejar o tratamento cirúrgico, se necessário.

4. Biópsia: Em casos atípicos ou quando há dúvida diagnóstica, uma biópsia pode ser realizada para confirmar a natureza benigna da lesão. Além disso, no mesmo procedimento de biopsia já costuma ser realizado o tratamento, citado abaixo.

Tratamento

O tratamento do cisto ósseo depende do tipo, localização, tamanho da lesão e sintomas do paciente. As opções incluem:

1. Observação: Em lesões pequenas e assintomáticas, especialmente em crianças, o cisto ósseo simples pode ser apenas monitorado, pois algumas lesões regridem espontaneamente com o tempo.

2. Aspiração e Injeção de Corticosteroides: Comum no tratamento do cisto ósseo simples, esse procedimento minimamente invasivo pode estimular a cicatrização da lesão.

3. Curetagem e Enxerto Ósseo: Em lesões maiores ou sintomáticas, a curetagem (raspagem) da cavidade seguida de preenchimento com enxerto ósseo ou substitutos ósseos é frequentemente realizada, geralmente é possível realização percutânea guiada por RX ou TC 

Seguimento

O acompanhamento pós-tratamento é crucial para monitorar a cicatrização da lesão e detectar possíveis recidivas. Exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, são realizados periodicamente, especialmente nos primeiros anos após o tratamento. A taxa de recidiva do cisto ósseo simples varia de 10% a 20%.

Importância da Avaliação com Ortopedista Oncológico

A avaliação com um ortopedista oncológico é essencial para o manejo adequado do cisto ósseo. Esse especialista possui expertise no diagnóstico diferencial de lesões ósseas, garantindo que condições malignas ou agressivas não sejam subdiagnosticadas. Além disso, o ortopedista oncológico está familiarizado com as técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas mais avançadas, permitindo um tratamento personalizado e eficaz.

 

O acompanhamento regular com um ortopedista oncológico também é fundamental para identificar precocemente complicações, como fraturas patológicas, deformidades ósseas ou recidivas da lesão

Conclusão

O cisto ósseo, embora benigno, é uma condição que requer atenção especial devido ao seu potencial de causar complicações e recidivas. O diagnóstico preciso, o tratamento adequado e o seguimento regular com um ortopedista oncológico são pilares essenciais para garantir bons resultados clínicos e funcionais. A avaliação especializada não apenas melhora o prognóstico, mas também contribui para a qualidade de vida do paciente, destacando a importância de um cuidado individualizado e multidisciplinar.

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